
Foto: Macleod/sxc.hu
Há pouco mais de uma semana, o Brasil conseguiu mais uma vez retroceder na questão ambiental ao não assinar o Protocolo de Nagoya. Instrumento importante para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, ele entrará em vigor em outubro após ter sido ratificado por 51 países. O principal aspecto do acordo é regulamentar o acesso aos recursos genéticos e o compartilhamento de benefícios da biodiversidade.
A justificativa para ficar de fora? A possível dificuldade que o protocolo iria criar para o agronegócio, pois seus principais produtos, como a soja, são baseados em espécies animais e plantas não nativas do Brasil, trazidas originalmente de outros países. O voto contrário, dado principalmente pela “bancada ruralista” do Congresso pressionada pelos grandes proprietários, foi contestado por diversos especialistas, por ser um argumento infundado, já que o acesso a alimentos não será determinado pelo protocolo, mas pela legislação do país de origem, assim como...